Juro que não consigo compreender a aversão masculina à ditadura fisiológica.
Honestamente estou a ser um pouco faccioso ao classificar uma "sociedade organizada" como "ditadura", pois eu próprio em situações festivas me sinto um pouco anarca e revolucionário. E passo a explicar.
Em alturas de elevada densidade populacional (com também elevados teores de álcool e drogas), como é a Queima, ou por exemplo os festivais, opta-se por delimitar as eventuais necessidades fisiológicas masculinas a um cubículo de 1x1 metro, de plástico, com um tremendo pivete a urina, e quiçá restos de merda a boiar no fundo do orifício. A comunidade masculina, no alto da sua virilidade, recusa-se veementemente a sentir-se delimitada a tão pequeno e singelo espaço, e dá asas à sua veia 25-de-Abril, largando os seus excrementos (líquidos essencialmente) por todas as esquinas e recantos escuros existentes.
O mais curioso de tudo isto, é que a meio da noite assistem-se a filas caóticas em volta da grade junto ao rio, ou das placas de zinco do lado oposto, enquanto as belas casas de banho azuis se mantêm vagas para necessidades eventualmente mais privadas.
Resta pensar... será que compensará mudar os cubículos para junto ao rio? Será que o barulho do richote no zinco dá algo mais do que a natural sensação de alívio? Será que o problema é que 1 metro não chega para homens que são homens?
Humm...
Sunday, May 08, 2005
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